sexta-feira, 10 de abril de 2009

uma vida inteira.

Certas noites me pego pensando em tudo aquilo que já conquistei. Materialmente e mais do que isso, falando. Nesse tempo fui me misturando entre vitórias e noites em claro, no sabor de abraços e na solidão do meu sofá também. Absorvi amargos conselhos que as derrotas me trouxeram. Quanta gente eu tive que deixar no meio do caminho, quantas coisam tive que fazer por... fazer. E por impulso. As pessoas não se separam, elas se abandonam. Aprendi categoricamente a dizer não para certas coisas. Sei que minha previsível rebeldia da juventude me trouxe conflitos, mas muito mais do que isso me trouxe a chance de ver com outros olhos. E também humildade para pedir perdão, pedir mais uma vez. Apesar do passado, quem me conhece sabe a lista de planos que ainda tenho que cumprir. Até meus 26 anos, ou antes. Não vou me permitir que esta lista fique vazia nunca. É meu oxigênio de todos os dias.

É grande o número de vezes que cai. Maior ainda é o número que me refiz, ainda melhor. Sei que parte do que tenho hoje devo agradecer à algo maior, que me mostrou caminhos e deixou que eu caminhasse. Mas a maior parte consegui com 2 mãos, uma voz e as amidalites que me perturbam. Não se trata de ser arrogante. Trata-se de ser, sonhador.

Guilherme Vilaggio Del Russo

Um comentário:

Ju disse...

da proxima vez que vc cair pode contar com as minhas mãos, braços e empenho para te ajudar a levantar.
Como uma boa fenix eu sei o quanto é trabalhoso nascer todo dia.