terça-feira, 18 de agosto de 2009

Cadeira de praia, um Martini e duas pedras de gelo.

Movimento-me em cores vivas porque estou cansado do cinza matinal. Pauso e questiono minha inabalável fé, dividida em discursos engessados das igrejas e no meu pescoço. Esta fé que mais parece uma bexiga, tamanho que depende de quanto esforço faço para acreditar nela. Invento planos e decido com quem vou dividir essas mentiras. Escolho a mim, já que jurei sinceridade ao resto do mundo.

Lembro-me de todos meus amores e de nossas fotos tiradas juntos. Pena que eram polaroids que hoje são só papel branco, servindo como alicerce de textos como esse. Todas as noites ensaio falas de um texto chamado felicidade. Pena que eu ainda não decorei. O mundo não me ensinou muita coisa e, das que lembro, metade falava sobre amor. A outra metade, eu fiz questão de esquecer.

Guilherme Vilaggio Del Russo

2 comentários:

Brenner disse...

Guilherme, venho acompanhando seus posts no blog. Gostei muito da última frase do texto! Parabéns ! te linkei no meu blog e to te seguindo, se puder, passa lá dps. abraços.

Atitude disse...

" Invento planos e decido com quem vou dividir essas mentiras..."

Pior do que inventar planos é acreditar sinceramente que eles podem ser reais...

=/

Amooo...