Há determinadas pessoas que deixam marcas durante sua breve respiração mundana. Existe outro tipo de ser que passa em nossa vida e deixa aprendizados. Há ainda quem nos encontra no meio do caminho e você se pergunta como pode viver até ali sem conhecê-la antes. Mas há aquele tipo de pessoa que muito mais do que amar, você respeita, respira junto e enxerga como ser humano completo. E esse tipo, ah, esse tipo, como diz aquele outro, é imprecindível. Que sejamos dessa "turma do fundão", recessiva e escondida. E um pouco mais além.
Guilherme Vilaggio Del Russo.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
A vida como ela é.
Era uma dessas noites meio mais ou um pouco mais que ele descobriu que a sorte ainda lhe soprava alguns conselhos. Disse-lhe em voz baixa que talento era só metade de uma vida plena. Que o resto era puro coração e uma história bem contada. Haveria de agradecer a Deus tão somente pela seqüência de dias e por ter criado a segunda chance, tendo em vista que errar será sempre eminente. Ele entendeu, inventou sua própria bíblia numa caixa de emails e sentenciou ao mundo em alto e bom tom: por ora prefiro pequenas conquistas constantes.
Guilherme Vilaggio Del Russo
sábado, 13 de novembro de 2010
Côncavo e Convexo.
Dia cinza e eu estava esperando um desses pra falar com você. Mas não começe de novo com esse papo de matar o tempo de rezar para dar tempo de comer. Mau hábito este o seu de confundir prioridades e se afogar na razão. Deve ser chato saber o que vai acontecer nas próximas 2 horas. "Minha vida é minha agenda de compromissos." Ah, não seja arrogante! Até outro dia o único compromisso que você tinha era consigo mesmo.
Tá, tá, eu já entendi. Certas falas tuas eu já decorei e você me diz que é porque é preciso sobreviver. Aí está o problema. É preciso tão somente, viver. Parece que você anda esquecendo certas promessas que fez a mim. E deixando alguns discos de lado. Quantas oportunidades você desperdiçou porque considerou traumas do passado. Viu, que tolice? Mas eu ainda acredito em você. Seu sorriso está guardado na minha carteira pra me lembrar sempre. Há de se continuar trabalhando mas sonhando também, combinados?
Preciso dar uma passada de flanela neste espelho.
Gulherme Vilaggio Del Russo
domingo, 24 de outubro de 2010
Pra nós, da juventude.
Como usamos mal nossos vinte e poucos anos. Não posso acreditar que esse sangue inquieto possa trazer tão poucas atitudes interessantes para a sociedade. Não se "fez" uma juventude como antes. Continuamos com a vontade vã de reclamar, mas desta vez esquecemos a razão para tal. Vivemos uma época de levante da bandeira independente, sem esquecer da mesada dos pais. Precisamos mostrar muito mais do que palavras de efeito e viagens de intercâmbio.
Penso que devemos sim rasgar os filtros pré-definidos pelos outros desde que haja consciência e aceitação dos termos de responsabilidade sobre o instante posterior. Deixar de ser mimado nas palavras é uma vitória. Nas ações então, nem se fala. Mas, olha lá, mais um discurso engessado de um de nós que briga pela rebeldia sem causa, sem uma causa para se rebelar.
A juventude deveria ser tratada como época de aprendizado e não como oportunidade para transgredir os parâmetros do bom senso e da educação. Viva além.
Guilherme Vilaggio Del Russo
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