segunda-feira, 28 de julho de 2008

Preço sugerido, povo à La Carte.

Atrás da vitrine, a falsa beleza exposta;
Atrás da etiqueta, que mais parece é a mais nova aposta.
da moda e das coisas mal feitas,do consumo do pobre,
da imagem e ilusão,que é comprar instintivamente.

E etiqueta é preço,
E esse preço eu não sou obrigado a pagar pra ser
Meu valor é inestimável,
Personalidade eu não vejo em prateleira pra vender

E se a personalidade não vale
nem se pode medir
o quanto devem as pessoas
que as vitrines tendem a seguir?

As tendências são as mesmas, a vitrine idem
mas os preços já aumentaram,
E eu ainda sou esboço do que sobrou de mim.
E pra mim valor não acharão!

Acabou a brincadeira. É liquidação que chega!
Organizem as filas, e taxas e números grandes no vidro,
hoje é dia de comprar e se vender.
E você, modelo? Até onde vai sua exposição?
Tenha medo amigo, pois os modelos que vejo me parecem mais mortos e sem opinião
que os próprios manequins.

Eles querem mais um no rebanho
mais um corpo pra a etiqueta usar
Do modelo de consumidor desejado eu fugi
Só procuro algo para me vestir, algo pra ser e estar,
E eu já dei desconto demais a tudo isso.

Pedra na vitrine!
renuncio os cartões C&A e descontos e promoções de primavera.
E estampas. Ah, estampas não duram nada!
E eu sou pra sempre.
Eu sou de um valor que não preço pra se adquirir.

Guilherme Vilaggio e Giuliano Bonesso (contaram na madrugada.)

2 comentários:

Anônimo disse...

loucura.

**Bruna** disse...

Amei... mais uma vez eh claro!

Beijoos
Cuide-se





Bru*
;)