quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Azul da cor do...

Quando eu já buscava o caminho usual e prático da bebida, lhe encontrei. No canto mais afastado, distante, eu, indiferente, encontro você, diferente. Em um lugar de equivalentes, te encontrei um degrau acima. Logo vi teu sorriso que teve como resultado esperado, a companhia do meu. Não foi necessário muito tempo para obrigar a vida a entender que dois pólos iguais não necessariamente se repelem.

Ao som daquela música que não me agrada, lhe encontrei. Palavras faltaram. Já não posso dizer o mesmo de beijos. Você, uma mistura do branco e do azul, que surgiu sem querer e agora é justamente o meu querer-de-todo-dia. Você se foi mas deixou marcas. Minha roupa ainda tem o cheiro do teu perfume de "mais uma vez". Ganhamos um inimigo, o tempo.

Mas tá tudo bem, tá tudo "azul", azul da cor do.... seus olhos. Então vem, vem sem medo, vem ensinar e aprender aquela lição que a gente não se cansa de esquecer: nós nunca estamos preparados para aquilo que sempre aguardamos.


Guilherme Vilaggio Del Russo

2 comentários:

Camila Caringe disse...

"Nunca estamos preparados para aquilo que sempre esperamos."

Não costumo crer em verdades absolutas, mas essa frase tem um quê inescapável, achei...

Ju disse...

Já estou aprendendo... ;-)